fanlay:

A series of illustrations for Incandescent’s 2011 Inception Big Bang fic

‘A Brighter Thing’ (friends-locked)

Disclaimer: The characters and the world do not belong to me.

Declínio e Queda (Bukowski)

chuckwilsondb:

Era uma tarde de segunda-feira no The Hungry Diamond. Só havia duas pessoas, Mel e o garçom do balcão. Tarde de segunda-feira em Los Angeles é o agreste – mesmo noite de sexta é o agreste –, mas sobretudo tarde de segunda-feira. O garçom, que se chamava Carl, bebia com um copo debaixo do balcão, parado junto de Mel, que se curvava à vontade sobre uma cerveja verde azeda.

– Preciso te contar uma coisa – disse Mel.

– Manda – disse o garçom.

– Bem, eu recebi um telefonema uma noite dessas de um cara com quem eu trabalhava em Akron. Ele perdeu o emprego por bebida, se casou com uma enfermeira, e a enfermeira sustenta ele. Eu não gosto muito desses tipos, mas você sabe como são as pessoas, elas como que se grudam na gente.

– É – disse o garçom.

– Seja como for, eles me ligam… escuta, me dá outra cerveja, esta merda está com um gosto horrível.

– Tudo bem, só beba um pouco mais rápido: ela começa a perder substância depois de uma hora.

– Tudo bem… Eles me dizem que resolveram a falta de carne… eu penso “Que falta de carne?”… e pra eu aparecer. Como não tenho nada a fazer, vou lá. Tem jogo dos Rams e o cara, Al, liga a TV, e a gente fica olhando. Erica, é o nome dela, está na cozinha, preparando uma salada, e eu levei duas embalagens de seis garrafas. Eu digo oi, Al abre algumas garrafas, é legal e quente ali dentro, o forno ligado. Bem, é confortável. Eles parecem não ter tido uma briga há dias, e a situação está calma. Al diz alguma coisa sobre Reagan e sobre o desemprego, mas eu não posso responder, tudo isso me enche o saco. Sabe, estou cagando se o país está na merda ou não, contanto que eu me vire.

– Certo – diz o garçom, tomando um gole por trás do balcão.

– Tudo bem. Ela vem, se senta e toma sua cerveja. Erica. A enfermeira. Diz que todos os médicos tratam os pacientes como gado. Que todos os médicos só querem faturar. Acham que a merda deles não fede. Ela prefere Al a qualquer médico que exista. Isso é que é bobagem, não é?

– Eu não conheço Al – diz o garçom.

– Então, a gente joga baralho e os Rams estão perdendo na TV, e após algumas mãos Al me diz: “Sabe, eu tenho uma esposa estranha. Ela gosta de alguém olhando quando a gente faz aquilo”. “É mesmo”, ela diz, “é isso que me estimula mesmo.” E Al diz: “Mas é muito difícil arranjar alguém pra olhar. A gente pensa que seria fácil arranjar alguém pra olhar, mas é difícil pra burro”. Eu não digo nada. Peço duas cartas e elevo a parada cinco centavos. Ela depõe as cartas e Al também, e os dois se levantam. Ela atravessa a sala e Al vai atrás. “Sua puta!”, ele grita. “Sua puta dos diabos!” Lá estava aquele cara xingando a esposa de puta. “Sua puta!”, ele grita. Acua ela num canto da sala e cobre ela de tapa, rasga a blusa. “Sua puta!”, torna a gritar, e cobre ela de tapa e derruba a dona. Arranca a saia dela, e ela esperneia e grita. Ele pega a dona e beija, depois joga ela no sofá. Se joga em cima dela, beijando ela e rasgando as roupas dela. Depois arranca a calcinha e manda ver. Enquanto ele faz isso, ela olha de baixo para ver se eu estou olhando. Vê que estou olhando e começa a mexer feito uma cobra doida. Os dois vão fundo, até o fim; ela se levanta e vai pro banheiro, e Al vai na cozinha pegar mais cerveja. “Obrigado”, ele me diz quando volta, “você ajudou muito.”

– E aí, que aconteceu? – perguntou o garçom.

– Bem, aí os Rams finalmente marcam, e tem muito barulho na TV, e ela sai do banheiro e vai pra cozinha. Al começa a falar de Reagan de novo. Diz que é o início do Declínio e Queda do Ocidente, como Spengler dizia. Todo mundo é tão ganancioso e decadente, a decomposição realmente começou. E continua nisso por algum tempo. Aí Erica chama a gente pro canto do café da manhã, onde a mesa está posta, e a gente se senta. O cheiro é bom: um assado. Com fatias de abacaxi em cima. Parece uma perna; eu vejo uma coisa que quase parece um joelho. “Al”, digo, “essa coisa realmente parece uma perna humana do joelho pra cima.” “E é exatamente o que é”, diz Al.

– Ele disse isso? – pergunta o garçom, tomando um gole por trás do balcão.

– É – respondeu Mel –, e quando a gente ouve uma coisa dessa não sabe o que pensar direito. Que era que você ia pensar?

– Eu ia pensar – disse o garçom – que ele estava brincando.

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The Cure - Latin American Tour 2013
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FOTO DE DIÓBER LUCAS - FONTE: FACEBOOK. LINK: DIÓBER LUCAS. facebook


EL CONCIERTO DE LA CURA…
 
Resolvi escrever este texto hoje, por ser 21 de abril, aniversário de Robert Smith. Com certeza este senhor está de parabéns, pois seu trabalho como artista não é coisa pouca, como pude sentir ao ver a performance ao vivo do The Cure. Começa assim: de repente um arranjo musical, que de extraordinário enquanto técnica ou virtuosidade, não parece ter muita coisa, mas que como um todo, em suas linhas, abre o conjunto música/poesia que se propaga: desce dos céus ao coração de quem ouve… Estrelas se acendem em uma tela escura, como se significassem cada nota desta canção-poesia, que é simples, é uma Plainsong - canção óbvia, como se assim devesse ser o amor em sua complexidade - Expõe-se um diálogo, narrativa poética que só o timbre de Robert Smith consegue alcançar: um homem e uma mulher falam de seu amor, com a maturidade de um amor que sabe ser o fim de tudo, o começo de tudo, o qual sabe compreender a dor do outro e ser também a miséria do outro, mas que reconhece também o sublime em um simples sorriso.  Sorriso que aplaca todas as dores, o escuro de um dia de chuva, o silêncio de morte, porque este sorrir eleva o ser amado ao topo do mundo, que é também um abismo.  Foi assim que o Cure abriu o show em Buenos Aires. Para quem entende um pouquinho só do idioma, uma única música de Robert Smith pode conter o tanto que se pode sentir, ou mais. Sei que existe um livro sobre o The Cure, escrito em francês, que tem como título algo do tipo “Órfãos do Romantismo”.  Talvez o sejam… Mas até então, é uma obra bastante contemporânea, pois a forma como o amor entrecruza o simbólico, o imaginário e o real nas músicas do Cure, está muito mais para os intervalos de vazio, para o todo e para a diferença absoluta na relação entre os seres, expondo assim as barreiras que precisam ser transpostas.  Logo, as músicas vão efetuando seu efeito enquanto obras para uma coletividade. Um mapa de subjetividades que se constrói através de fluxos de desejo, que rompe com as estruturas através de ambiguidades latentes, em músicas como Inbetween Days e Push, ou muitas outras.  Não há como não se sentir dentro da música, ou o inverso… E vamos da criança ao animal humano, do eu ao todo, é nesse continnum de intensidades e de rupturas que se dá o evento musical doCure.
 
Eu pude sentir a força dessa obra e sempre serei grata por ter ido ao show do The Cure – el concierto de La Cura – como dizem alguns fãs hispânicos. E dizem bem, é sempre bom lembrar o nome da banda por seu propósito: a cura. Quando Robert Smith cantou Want – “no tanto que eu quero/ eu sei que bem lá no fundo/ Eu nunca terei mais esperança ou mais tempo”-, meu coração se abriu numa compreensão que era de todos: a do nosso espaço não cultivado, onde queremos, desejamos. Ali, cantando junto, pude sentir algo vivo, mas para o qual eu não teria um nome. Liberdade? Talvez. Ou consciência de não a ter? Não sei, não saberia explicar. Sei que a banda, e principalmente, Robert Smith, por sua obra, são muito importantes para mim. São como erva daninha que impõe seu crescimento transformador, num mundo de plantações inúteis e versos de um encantamento oco, que nada deixam transbordar.
 
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Além disso, ainda há a graciosidade do artista: a banda tocou com perfeição. Robert Smith cantou com perfeição. Este adjetivo era o único possível. Houve momentos em que era audível, aqui e alí, as pessoas dizendo “perfeito”, “perfecto”. Lembro-me que o público delirou com Fight, pela energia com que foi tocada pela banda, pela voz de Robert Smith e sua força interpretativa, que expõe nessa música a necessidade de lutar contra aquilo que nos confina e nos aprisiona, tirando-nos a força… A agitação da coletividade, nesse momento, gerou um grande barulho, um caos generalizado de alegria e de libertação. O barulho era imenso e, quando a música acabou, Robert largou um pouco guitarra, logo, voltou e disse: “this will shut you up!” – com esse gracejo, fez surgirDressing Up. Música de uma expressão longilínea, amorfa, quase impossível de cantar junto, onde o vocal do Sr. Smith se derrama como corpo preguiçoso, que não quer levantar da cama, mas que se veste para “beijar”, “para ser isso tudo”, “para dançar toda semana” e depois, volta novamente para a cama, para o corpo de êxtase que o aguarda. Essa graciosidade, essa beleza, é o que há de melhor na obra desta banda, até porque, ninguém imagina que uma banda de rock, ou seja lá como o definem (eu prefiro considerar como híbrida) possua tais traços estéticos. Para dar continuidade a essa beleza, seguiu-se com a “jazzy” The Lovecats. A emoção era tanta, que o público transbordava em carinho, pelo menos é o que eu pude notar no rosto dos que estavam ao meu redor.
 
E para encerrar: o êxtase! Lágrimas não faltaram ao meu redor, confesso que eu também contribuí. Algumas eram de nostalgia, outras de compreensão, outras de comunhão, outras eram um complexo de todas as emoções possíveis. Durante mais de três horas sem beber, sem comer, em pé, sentindo frio e calor, sendo esmagada, empurrada, erguida por meu amigo, eu nada sentia que me incomodasse, que me tirasse daquele sentimento quase primitivo de pertencimento, de estar cantando também a mim mesma.  A entrega era total e posso dizer que saí extasiada, dilacerada, as pernas bambas, um tremor manso no corpo, o coração em paz. O mundo havia desaparecido, para ressurgir sem que pudesse em nada abalar minha gostosa exaustão. Depois de voltar para o hostel onde estávamos hospedados, de conversarmos um pouco, o sono me veio calmo e pleno, cheio de coisas boas. Acredito que muitos dos que foram, também se sentiram completos ao final do show, e que, como eu, não esquecerão esse mágico momento. 
 
Por sally Seton.
 
 
Neste 21 de abril - Feliz aniversário Robert Smith!
 
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SET LIST - BUENOS AIRES:
 Plainsong, Pictures of You, Lullaby, High, The End of the World, Lovesong, Push, Inbetween Days, Just Like Heaven, From the Edge of the Deep Green Sea, Sleep When I’m Dead, Play For Today, A Forest, Primary, Bananafishbones, Charlotte Sometimes, The Walk, Mint Car, Friday I’m In Love, Doing the Unstuck, Trust, Want, Fascination Street, Hungry Ghost, Wrong Number, One Hundred Years, Disintegration
1st encore: The Kiss, If Only Tonight We Could Sleep, Fight
 
2nd encore: Dressing Up, The Lovecats, The Caterpillar, Close To Me, Hot Hot Hot, Let’s Go To Bed, Why Can’t I Be You?, Boys Don’t Cry, 10:15 Saturday Night, Killing An Arab.



PARA CURTIR A MÚSICA DE ABERTURA: PLAINSONG
A QUALIDADE NESTE VÍDEO ESTÁ ÓTIMA, MAS PARA QUEM QUISER VER IMAGENS DO SHOW A QUE ME REFIRO,  BASTA PROCURAR PLAINSONG LIVE - BUENOS AIRES 2013 NO YOUTUBE…

POST ROUBADO DAQUI / STOLEN FROM HERE - POST ORIGINAL

Haverá uma tradução razoável logo, logo… mas até lá…

There will be a lazzy translation soon… but until then…

TRADUÇÃO DO GOOGLE / GOOGLE TRANSLATION


Moebius

Moebius

(Source: akirayoda)

(Source: inga-ron)

(Source: honni-soit)


Die Nacht
1890

Die Nacht

1890

(Source: humornegro38)


Ferdinad Hodler
The Good Samaritan 

Ferdinad Hodler

The Good Samaritan 

(Source: canvasobsession)

(Source: jesuisperdu)

SORRY

SINKING

I am slowing down
As the years go by
I am sinking

So I trick myself
Like everybody else

The secrets I hide
Twist me inside
They make me weaker

So I trick myself
Like everybody else

I crouch in fear and wait
I’ll never feel again…
If only I could remember
Anything at all

Rob.Smith.

  

ckck:

Lazy Afternoon
Pete La Roca

Sunday jazz.